sábado, 15 de agosto de 2015

A crise do Brasil e a crise dos brasileiros

É sabido que em tempos de crise, com inflação alta, como o Brasil está vivendo, quem mais lucra são os bancos, que seriam a ferramenta de contornar a situação - o que significa que nós nos dando mal, eles se dão bem.

Aécio Neves, na última eleição afirmou ("com razão") que se o país não cresce, gera-se desemprego e todos saem perdendo. Ele estava certo, claro. Afinal qualquer bacharel em economia vai concordar. Muitos dizem que devemos ir às ruas defender nossos direitos. Outros dirão, como a Dilma, que se tentam enfraquecer o governo, quem sai perdendo é a própria população. E isso é bem verdade se você pensar que os aspectos políticos, econômicos e sociais estão interligados.

No entanto, partindo daí sabemos que temos uma crise econômica quando a população fica sem dinheiro, e/ou este desvaloriza e que a política vai mal quando decisões ruins são tomadas, certo? Errado! É exatamente este o problema do Brasil e da economia no mundo todo. Nos noticiários percebemos que a "real" crise enxergada pelos políticos se dá:


  • na esfera econômica, quando as estatísticas mostram um "cenário" totalmente abstrato da real situação da população brasileira. Se você discordou de mim, é porque não entendeu o porquê das aspas na expressão "com razão" lá em cima;
  • na esfera política, quando a imagem do governo fica ruim (esta eu duvido que você discorda ou não entendeu).
Quando eu digo abstrato economicamente, estou me referindo ao fato de os políticos (e nós também) ficarmos presos a esse monte de números! O que esse monte de números representa na nossa vida?!

Em um determinado telejornal nacional, há alguns dias atrás, vi os jornalistas falando que os brasileiros, por conta da inflação blá, blá blá... retiravam o extrato no banco e via que todo - ou quase todo - o dinheiro havia ido embora. Que então estamos "em tempos de contenção", ou seja, devemos economizar. E cá entre nós, nada mais certo...

Porém, eu gostaria de chamar a atenção aqui para uma outra questão. Em primeiro lugar: sim! Podemos e devemos ir às ruas lutar por nossos direitos, que afinal é nosso dever também. Mas a questão na verdade que eu quero chamar é a seguinte: todos sabemos que nos dias de hoje não se vive sem dinheiro. Mas ir ao banco, e ver que você não tem muito não deveria ser motivo de tristeza. Não precisamos estar rodeados de bens para sermos felizes. É interessante (e até engraçado) ver algumas postagens no facebook tais como "Dinheiro não compra felicidade, mas pobreza tb não compra porra nenhuma!". Mas pode ser um pouco duro pra alguns de admitir: somos todos consumistas. E a pior parte de tudo isso é que passaremos esta idéia para nossos filhos e os filhos de nossos filhos. E daí pra mais ver...

Para um pobre é fácil ver onde está gastando a mais. Mas sabemos que mesmo para as pessoas de renda média, às vezes é mais difícil! E que dizer das classes mais abastadas!? Vivemos num ritmo que não sabemos mais quando iremos parar. Queremos cada vez mais e nada é o suficiente. O meio ambiente não tem recursos suficientes para sustentar todos os que já vivem nele, e muito menos os que ainda estão por vir.

É com sabedoria que um velho ditado afirma "O dinheiro é um ótimo empregado, mas um péssimo patrão!". Os políticos olham pra uma tabela ou um gráfico ou um dado, e acham que o Brasil está ruim. E na verdade, infelizmente, os dados remontam a uma situação péssima para a nação. Mas - esta situação - só é péssima, a partir do momento que vamos ao banco, e nos entristecemos por visualizar uma conta "magra".

sexta-feira, 27 de março de 2015

O "penúltimo episódio"

Olá a todos! Em primeiro lugar gostaria de dizer que fiquei muito tempo sem escrever por certos problemas pelos quais passei essas férias, mas os superei, e cá estou eu de volta.

Hoje minha inspiração veio de quando minha mãe estava assistindo ao jornal ontem. Era na verdade um programa de entrevista, e a "estrela" era algum escritor de novelas que não saberia citar o nome...

O entrevistador conversando com o tal autor de novela obteve uma resposta interessante a uma pergunta que ele fez e me instigou a fazer esta postagem. Segundo o autor, todo episódio de novela deve ser feito como se fosse "o penúltimo", para poder chamar a atenção do(a) telespectador(a), e fazê-lo assistir ao programa tooodos os dias...

Isso me lembrou aquele famoso provérbio "Viva cada dia como se fosse o último". Permita, querido leitor, que eu faça aqui tb uma mudança: "Viva cada dia como se fosse o penúltimo". Explico. Você já assistiu a alguma novela (não filme) em que no final todos os "maus" se deram bem e todos os "bons" se deram mal? Não! É claro que normalmente, pra assistirmos a uma novela (todos os dias) vc não esperaria um "final feliz"? Ao menos no geral?

A novela, em se tratando de TV, ainda é o que mais se aproxima da realidade (caricaturada  e fantasiosa, é claro, pq senão seria um tédio! rs), por assim dizer. Convenhamos: qual é última coisa que acontece na sua vida? Morrer! Daí vc chega pra mim e diz: "Dââ! Mas é claro!!". Mas aqui vai algo que vc provavelmente não pensa muito (ou sim... posso estar errado...): Morrer não é exatamente ruim (fora suicídio, pelamordeDeus!), a menos, que vc tenha vivido uma vida desregrada e/ou não alcançou seus sonhos. Por isto, a menos que vc seja ateu, se vc acredita na vida após a morte (independente de ser espiritualista ou não), a morte é uma "transição". Como eu disse, ela vai ser ruim ou boa dependendo (na maior parte das vezes) de como vc viveu sua vida.

Ou seja: no último dia de sua vida vc vai morrer. Sim! Considerando que o "teor" da sua morte vai depender da sua vida, ninguém deveria viver cada dia como se fosse o último. Quantas e quantas vezes não já ouvimos isso como se dissesse que trabalhar fosse um desperdício!? Será que no penúltimo dia de sua vida vc vai trabalhar? Se Deus quiser vai! Ou não?? O trabalho enobrece. Ele é o galardão de um espírito superior ("anjo", se preferir)!

Conclusão: A vida é curta. Sim, ela é. O lazer é necessário, além de descansar adequadamente todos os dias. Mas o trabalho é necessário e dignifica o indivíduo. Aproveitemos então as nossas vidas ao máximo, pq aproveitar não é só esbanjar uma vida vazia e inútil!



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Obrigado por ler e compartilhe!