Aécio Neves, na última eleição afirmou ("com razão") que se o país não cresce, gera-se desemprego e todos saem perdendo. Ele estava certo, claro. Afinal qualquer bacharel em economia vai concordar. Muitos dizem que devemos ir às ruas defender nossos direitos. Outros dirão, como a Dilma, que se tentam enfraquecer o governo, quem sai perdendo é a própria população. E isso é bem verdade se você pensar que os aspectos políticos, econômicos e sociais estão interligados.
No entanto, partindo daí sabemos que temos uma crise econômica quando a população fica sem dinheiro, e/ou este desvaloriza e que a política vai mal quando decisões ruins são tomadas, certo? Errado! É exatamente este o problema do Brasil e da economia no mundo todo. Nos noticiários percebemos que a "real" crise enxergada pelos políticos se dá:
- na esfera econômica, quando as estatísticas mostram um "cenário" totalmente abstrato da real situação da população brasileira. Se você discordou de mim, é porque não entendeu o porquê das aspas na expressão "com razão" lá em cima;
- na esfera política, quando a imagem do governo fica ruim (esta eu duvido que você discorda ou não entendeu).
Quando eu digo abstrato economicamente, estou me referindo ao fato de os políticos (e nós também) ficarmos presos a esse monte de números! O que esse monte de números representa na nossa vida?!
Em um determinado telejornal nacional, há alguns dias atrás, vi os jornalistas falando que os brasileiros, por conta da inflação blá, blá blá... retiravam o extrato no banco e via que todo - ou quase todo - o dinheiro havia ido embora. Que então estamos "em tempos de contenção", ou seja, devemos economizar. E cá entre nós, nada mais certo...
Porém, eu gostaria de chamar a atenção aqui para uma outra questão. Em primeiro lugar: sim! Podemos e devemos ir às ruas lutar por nossos direitos, que afinal é nosso dever também. Mas a questão na verdade que eu quero chamar é a seguinte: todos sabemos que nos dias de hoje não se vive sem dinheiro. Mas ir ao banco, e ver que você não tem muito não deveria ser motivo de tristeza. Não precisamos estar rodeados de bens para sermos felizes. É interessante (e até engraçado) ver algumas postagens no facebook tais como "Dinheiro não compra felicidade, mas pobreza tb não compra porra nenhuma!". Mas pode ser um pouco duro pra alguns de admitir: somos todos consumistas. E a pior parte de tudo isso é que passaremos esta idéia para nossos filhos e os filhos de nossos filhos. E daí pra mais ver...
Para um pobre é fácil ver onde está gastando a mais. Mas sabemos que mesmo para as pessoas de renda média, às vezes é mais difícil! E que dizer das classes mais abastadas!? Vivemos num ritmo que não sabemos mais quando iremos parar. Queremos cada vez mais e nada é o suficiente. O meio ambiente não tem recursos suficientes para sustentar todos os que já vivem nele, e muito menos os que ainda estão por vir.
É com sabedoria que um velho ditado afirma "O dinheiro é um ótimo empregado, mas um péssimo patrão!". Os políticos olham pra uma tabela ou um gráfico ou um dado, e acham que o Brasil está ruim. E na verdade, infelizmente, os dados remontam a uma situação péssima para a nação. Mas - esta situação - só é péssima, a partir do momento que vamos ao banco, e nos entristecemos por visualizar uma conta "magra".
